O tabelamento do frete contribui para aprofundar os problemas dos caminhoneiros, de acordo com declaração realizada nesta última quinta-feira, 25 de julho, pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Além disso, ele afirma que a estatal já fez o que estava ao seu alcance para melhorar a situação.
Segundo ele, em discurso durante evento da B3 que celebrava a oferta pública de ações da BR, ao contrário do que acontecia no ano passado, a empresa não faz reajustes diários no preços dos combustíveis, espaça os reajustes, e sugeriu à BR Distribuidora que desenvolvesse o cartão caminhoneiro para que seja garantido o preço [mais baixo] na sua viagem.
“Mesmo se a Petrobras cobrasse preços venezuelanos, isso não adicionaria em nada aos caminhoneiros [porque] lhes falta carga. O tabelamento do frete contribui para a ruína dos caminhoneiros”, afirmou.
Além disso, o executivo citou o processo de verticalização do transporte feito por setores como o do agronegócio para reduzir custos impostos com o tabelamento. A ação, por exemplo, agrava a oferta já saturada de caminhões.
“Os caminhoneiros têm sérios problemas motivados pelo excesso de oferta gerado por uma expansão irresponsável de crédito subsidiado no passado pelo BNDES”, afirmou Castello Branco.
No mesmo evento, o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou que greve de caminhoneiro “só acontece em país que tem estatal de petróleo”.
Fonte: Folha de S. Paulo