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Terça, 20 Junho 2017 16:47

'O que importa é o plenário', diz Temer sobre reforma

O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (20), ao comentar a rejeição do parecer da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que o que importa é a votação no plenário.

O parecer do relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES), favorável à proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso, foi rejeitado por 10 votos a 9 na comissão. O resultado representou uma derrota para o governo, que vê na reforma trabalhista uma importante medida na área econômica.

Apesar de o texto do governo ter sido rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais, a reforma trabalhista ainda vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, por fim, pelo plenário do Senado.

Segundo a Mesa Diretora do Senado, os relatórios da CAS e CCJ vão servir de orientação para a votação em plenário. Também servirá de orientação o relatório favorável à reforma aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos, que analisou a matéria antes da CAS. O texto que vai ser analisado no plenário do Senado é a matéria que foi aprovada pela Câmara.

Temer foi questionado sobre a derrota do governo na CAS após participar, em um hotel de Moscou, de um seminário com investidores russos. O presidente foi à Rússia para uma viagem oficial de dois dias.

"Não é surpresa negativa. Vocês perceberam que tem várias fases, né, várias etapas. E nas etapas você ganha uma, ganha outra, perde outra. O que importa é o plenário. O Brasil vai ganhar no plenário", afirmou Temer aos jornalistas que acompanham a viagem do presidente à Rússia e à Noruega.

Depois, Temer usou sua conta no Twitter para ressaltar que a derrota na comissão é apenas uma etapa na tramitação da reforma no Congresso. Ele lembrou que, assim que o texto chegou à Câmara, o governo perdeu uma votação para dar urgência à tramitação da proposta. Mas depois, recordou Temer, o texto foi aprovado.

“Isso é muito natural [...] É uma etapa, só. Aliás, vocês se recordam que, no caso da Câmara dos Deputados, também houve um primeiro momento que a urgência não chegou a ser votada, não chegou a ser aprovada, né? E depois foi para o plenário e ganhamos com muita facilidade. Então, agora vai para o plenário e o plenário que vai decidir, e lá o governo vai ganhar”, escreveu o presidente.

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