Dados da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), divulgados nesta segunda-feira (3/4), apontam que o Brasil deve ganhar mais 216 quilômetros de trilhos urbanos para o transporte de passageiros nos próximos cinco anos. Esse incremento será possível com a conclusão de 19 projetos já contratados.
Para 2017, a ANPTrilhos projeta a adição de 29 quilômetros de linhas. Esse benefício virá através da continuidade das obras da Linha 2 da Bahia e as extensões do VLT Carioca, do VLT da Baixada Santista e do VLT de Maceió. Desses 29 km, já foram inaugurados 6,7 quilômetros, nos meses de janeiro e fevereiro, e o restante está previsto para até o final do ano.
Atualmente há 1.034 quilômetros de linhas de transportes de passageiros em operação. São 14 empresas que prestam os serviços divididos entre metrôs, monotrilhos, trens urbanos e veículos leves sobre trilhos (VLTs). Essa rede soma 44 linhas, 4.500 carros e 557 estações.
De acordo com o presidente do Conselho da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Joubert Flores, o Brasil ainda está muito atrasado em relação a outros países como a China, Índia e Istabul. As nossas atuais linhas de passageiros transportam 9,85 milhões de passageiros por dia em todo o País. Mais de 70% dessas viagens são a trabalho. "Com a queda da economia, as linhas de São Paulo e Rio viram suas movimentações caírem pela primeira vez. Isso é reflexo da crise que o país viveu. É a tradução da perda de empregos", ressaltou Flores.
Segundo o Conselheiro da ANPTrilhos, Marcelo Dourado, o Brasil está na contramão dos trilhos. "É necessário que exista um projeto de governo e não apenas de estados e investimentos concretos no sistema ferroviário, para que o setor cresça”, concluiu.