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Quinta, 28 Janeiro 2016 10:19

Porto de Santos espera queda na movimentação de cargas em 2016

De acordo com a administradora do Porto, as projeções de movimentação de cargas – que foram divulgadas pela Docas no último dia 28 – são feitas com base em informações repassadas pelos terminais portuários. Dados de outros setores, como previsões de safra e acordos comerciais, também são levados em conta na elaboração do material.
Para este ano, estima-se que o cais santista deverá alcançar a marca de 46,4 milhões de toneladas de carga geral. Essa movimentação será impulsionada por operações com veículos, celulose e contêineres. É esperado o transporte de 3,7 milhões de TEU (unidade equivalente a uma caixa metálica de 20 pés) em 2016. Se essa previsão se concretizar, o Porto deve manter o mesmo volume verificado no ano passado.
A Docas projeta uma movimentação próxima a 57,6 milhões de toneladas de granéis sólidos de origem vegetal no Porto. Entre as principais mercadorias que integram essa modalidade, está o açúcar, que, a granel, deve superar a marca de 16 milhões de toneladas. Já os embarques de milho devem sofrer uma retração e chegar a 13,6 milhões de toneladas neste ano. Isto se deve à previsão de queda na produção agrícola.
As estimativas também apontam que, em 2016, será embarcado pelo Porto um total de 13,9 milhões de toneladas de soja em grãos. Já a commodity em farelos deverá chegar a 4,6 milhões de toneladas. A Docas prevê variações positivas para os embarques de álcool, que deve chegar a 1,7 milhão de toneladas. Entre os granéis líquidos, as maiores retrações deverão ocorrer nas movimentações de óleo vegetal, óleo diesel e gasóleo.
A alta do dólar e a perspectiva de uma recuperação parcial da economia argentina devem favorecer as exportações de veículos. Além disso, a possibilidade de ampliação de novos mercados, aproveitando o câmbio favorável e um cenário internacional mais promissor, leva a Docas a estimar uma elevação de 8,2% nos embarques.
Já as importações de veículos devem sentir os efeitos da valorização do dólar e a diminuição da disponibilidade de crédito no mercado nacional, o que deverá provocar uma queda nos desembarques de 14,8%. Somando os dois fluxos, espera-se um crescimento de 1,8% na movimentação de veículos.
A Docas estima que o fluxo de navios atracados ficará praticamente estável no Porto. Isto eleva perspectiva da consignação média para o patamar de 24.383 toneladas por navio, uma alta de 0,5% em relação a 2015. Extraído de: Portal Transporta Brasil 
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