O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, apresentou, na sede da Federação da Fiergs, os resultados do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) da Ferrovia Norte-Sul, entre Rio Grande (RS), Chapecó (SC) e Panorama (SP). O trecho gaúcho deverá abranger 30 municípios e terá 833 quilômetros. "A ideia é trabalhar com sistema de concessões e, para isso acontecer, precisamos da sinalização firme e positiva por parte de empresários, gaúchos, catarinenses, paranaenses, de outros estados e estrangeiros também", explicou Rodrigues no evento, que reuniu industriais, deputados estaduais e federais, prefeitos e a senadora Ana Amélia Lemos.
Ao destacar a mobilização da região Sul para implantar a ferrovia, o ministro relatou que, em julho, recebeu uma comitiva de parlamentares, quando firmou compromisso que os resultados do projeto seriam mostrados a todas as bancadas. "Fizemos isso em 12 de agosto. Hoje, estou aqui para discutir o resultado desse importante trabalho. Nunca vi as bancadas dos três estados tão unidas. Parabéns. Isso foi muito importante para que acontecesse", salientou.
O presidente da Fiergs, Heitor José Müller, propôs que as obras se realizem no sentido Sul-Norte, ou seja, comecem pelo Rio Grande do Sul. "Desta maneira, teremos a integração mais rápida da malha ferroviária estadual, beneficiando a produção que se destina ao porto do Rio Grande", argumentou. "Essa ferrovia é uma das mais antigas aspirações do setor de transportes do Estado e mereceu prioridade no estudo Sul Competitivo, realizado em conjunto pelas Federações de Indústrias do Paraná, Santa Catarina e a Fiergs, com o apoio da CNI. Assim, teremos um ganho logístico muito importante para os setores produtivos gaúchos", salientou Müller.
O secretário dos Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, que representou o governador José Ivo Sartori no evento, também reforçou a proposta: "Que essa ferrovia inicie pelo porto do Rio Grande". O coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, Giovani Cherini, lembrou do esforço da Agenda 2020 em apontar soluções para a infraestrutura dos modais de transporte e solução dos gargalos de logística. "Essa área no Rio Grande do Sul está muito atrasada em comparação com outros Estados. Na nossa unidade, na união e no diálogo, quem sabe encontramos o bom caminho para o Rio Grande do Sul", ponderou o parlamentar. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edson Brum, avaliou que a construção da rodovia já movimentaria a economia do Estado. Depois de pronta, ainda contribuiria para a exportação de grãos, móveis e outros produtos, diminuindo o valor do frete.
A deputada estadual Zilá Breitenbach, coordenadora da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Ferrovia Norte-Sul, observou que o Evtea representa um avanço de projeto, mas não é uma garantia de realização. "O que temos de concreto é uma faixa do traçado que prevê o benefício para muitos municípios e projetos logísticos. Temos condições de avançar para que o projeto saia do papel, começando a buscar as empresas interessadas em realizar a obra", argumentou.
Extraído de: Jornal do Comércio/RS
Segunda, 24 Agosto 2015 08:47
Trecho gaúcho da Ferrovia Norte-Sul é apresentado na Fiergs
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