Segunda, 26 Julho 2010 16:12

A partir de 2011, três portos terão radares de rastreamento de navios

?O projeto Porto Sem Papel também vai tirar um atraso de pelo menos 50 anos no país. Ao custo de R$ 30 milhões a unidade, devem ser instalados a partir de 2011 os três primeiros radares de rastreamento do movimento de navios nos portos em Santos, Rio de Janeiro e Rio Grande (RS). A exemplo do que ocorre com aviões, esse sistema monitora onde estão os navios de grande e pequeno portes. Até hoje o Brasil nunca teve nada semelhante e, na prática, a aproximação das embarcações ainda é feita às cegas. Essa situação é um descalabro, pois esse sistema existe nos principais portos do mundo há décadas lembra Milton Teixeira Tito, presidente do Sindicato das Agências de Navegação do Rio de Janeiro. Além disso, o governo quer instalar o sistema eletrônico de acompanhamento de carga, que tornará o transporte de mercadorias mais seguro. Já usado por grandes empresas, o sistema permitirá o registro dos produtos movimentados. Poderá ajudar a reduzir o tempo do produto no porto. Hoje, a Anvisa só atua depois da fiscalização do Ministério da Agricultura e a Receita, só quando as duas encerram o trabalho. Com o sistema, ficará mais fácil controlar o conteúdo de cada contêiner diz Luiz Fernando Resano, da Secretaria Especial de Portos (SEP), coordenador do projeto Porto Sem Papel. Com menos de tempo de navios esperando, o comércio exterior ficará mais barato. José Paulo Alcântara, gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, lembra que a diária de um navio no porto varia de US$ 50 mil a US$ 100 mil. Também pode tirar o país de uma constrangedora posição, de acordo com o Banco Mundial. No levantamento Doing Business 2010, o Brasil ocupa a colocação 100 entre 183 países no quesito comércio entre fronteiras, atrás de Índia e China.
Fonte: O Globo
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