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Quinta, 07 Dezembro 2017 08:32

CNT premia reportagens sobre o transporte

Foto: CNT
CNT premia reportagens sobre o transporte

 

Autores dos melhores trabalhos jornalísticos sobre o transporte veiculados pela imprensa brasileira foram premiados pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) na noite desta quarta-feira (6), em uma cerimônia realizada em Brasília.

O Prêmio CNT de Jornalismo, que está na 24ª edição, é um dos mais tradicionais do país. Ele estimula a evolução do setor de transporte ao apontar problemas e soluções para situações das áreas de cargas e de passageiros em todos os modais.

 

Conheça os premiados

Grande Prêmio CNT de Jornalismo “O Rio sem Entrega”, Luã Marinatto e equipe (Extra): a série de reportagens mostra que o roubo de cargas se tornou um dos principais crimes cometidos no Estado fluminense. Foram dois meses de apuração e cem viagens nos ramais de trens urbanos que revelaram, por exemplo, que os ambulantes vendem, dentro do transporte público, as cargas roubadas de caminhões.

Impresso

“Perigo nos rios”, Karla Mendes (O Estado de S. Paulo): a série trouxe à tona uma das principais ameaças ao transporte aquaviário na Amazônia, o roubo de cargas por piratas. Esses ataques provocam um prejuízo de pelo menos R$ 100 milhões por ano para o setor de transporte fluvial na região Norte. A produção da matéria envolveu três meses, mostrando que os ataques romperam as fronteiras do Norte e chegaram ao eixo Rio-São Paulo, também em busca de combustível.

Internet

“Transbrasil, um embarque para o crime nas rodovias brasileiras”, Mirelle Cristina Alves Pinheiro (Metrópoles): a reportagem mostra como funciona o esquema criminoso de venda pela Transbrasil. Desde 2009, a empresa circula, a partir de linhas que cruzam o país de Foz do Iguaçu (PR) a São Luís (MA), em ônibus sem condições de rodar. De acordo com a reportagem, as autorizações precárias obtidas com medidas provisórias abriram caminhos para a empresa multiplicar a rentabilidade sustentada no crime. Os tentáculos da organização se espalham para a sonegação fiscal e tráfico de armas e drogas.

Televisão

“Nos caminhos da Transnordestina”, Bruno Grubertt (TV Globo): a promessa de melhorar a infraestrutura de transporte e incrementar a logística no nordeste do país esbarrou na burocracia. A série exibida em três telejornais - Jornal Nacional, Jornal da Globo e Jornal Hoje - mostrou o atraso nas obras da ferrovia Transnordestina, que se arrasta há dez anos em três estados do Nordeste (Ceará, Piauí e Pernambuco).

Rádio

“Estrada de risco”, Guilherme Balza Correa Netto (CBN): a série aborda as controvérsias sobre a eficácia do exame toxicológico de motoristas profissionais para o controle do consumo de drogas. Traz números sobre reprovações, indicando a fragilidade da medida. Também mostra casos de corrupção envolvendo autoescolas e ouve motoristas que já usaram ou usam drogas.

Fotografia

“Fora de controle”, Guilherme Pinto (O Globo): a imagem mostra uma multidão saquendo a carga de um caminhão que foi roubado e incendiado na avenida Brasil, no Rio de Janeiro, por ordem de traficantes. A via também teve bloqueios e outros ônibus destruídos por criminosos.

Meio Ambiente e Transporte

“Ciclovias em busca de uma cidade”, Natália Lambert (Correio Braziliense): o trabalho destaca que, apesar de ter clima e relevo favoráveis — além de vias largas e espaço territorial — Brasília não consegue pensar a bicicleta como meio de transporte. São mais de 400 km de ciclovias mal distribuídos e sem conexão, que não oferecem segurança. Como a substituição de parte dos carros por bicicletas poderia ajudar na redução das emissões, na melhoria da qualidade do ar e da saúde da população.

25 anos do Prêmio CNT de Jornalismo

“Continuaremos incentivando a produção de conteúdo de qualidade em relação ao transporte, um setor tão importante para o desenvolvimento do Brasil e para a qualidade de vida das pessoas. Esse é um dos prêmios de jornalismo mais antigos e respeitados do Brasil”, diz o presidente da CNT, Clésio Andrade.

Em 2018, o Prêmio CNT de Jornalismo completará 25 anos. Jornalistas já podem separar reportagens veiculadas a partir de 8 de agosto deste ano, ou produzir trabalhos sobre o transporte, para inscrever na próxima edição.

Fonte: CNT
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